Área |
912,050 km² |
Capital |
Caracas |
Idioma |
Espanhol |
Religião |
Católica |
População |
27.223.228 (estimativa para Julho de 2010) CIA |
Expectativa de vida T/ H/M |
Total: 73,77
Homens: 70.69
Mulheres: 77 (est.2010) CIA |
Moeda |
Bolívar |
PIB (paridade com poder de compra) |
$350,1 bilhões (est.2010) CIA |
PIB per capita |
$ 13.100 (est. 2009) CIA |
Composição setorial |
Agricultura: 4%
Indústria: 36,8%
Serviços: 59,2% (est.2009) CIA |
Taxa de desemprego |
7,9% (est. 2009) CIA |
Agricultura/produtos |
Milho, sorgo, cana de açúcar, arroz, bananas, vegetais, café, carne de gado, carne suína, leite, ovos e peixe. |
Indústria |
Petróleo, materiais de construção, material para construção, alimentos processados, têxteis, ferro, aço, alumínio e montadoras de veículos. |
Taxa de crescimento da produção industrial |
-4,9% (est. 2009) CIA |
Exportação |
$ 57,6 bilhões FOB (est. 2009) |
Posição mundial |
38º exportador mundial (CIA) |
Exportação/commodities |
Petróleo, bauxita, alumínio, aço, produtos químicos, produtos agrícolas, manufatura básica. |
Importação |
$ 38.44 bilhões FOB (est. 2008) |
Posição mundial |
52º importador mundial (CIA) |
Importação/commodities |
Matérias primas, máquinas e equipamentos, equipamentos de transporte, materiais de construção. |
Chefe de Estado |
Presidente Hugo CHAVEZ(desde 02/1999) |
Aspectos Gerais
A Venezuela está localizada na parte norte da América do Sul e seu território compreende 72 ilhas no mar do Caribe. Limita-se ao norte com o Mar do Caribe, ao sul com o Brasil, a oeste com a Colômbia, e ao leste com o Oceano Atlântico. Sua superfície compreende 5,1% da América do Sul.
O clima da maior parte do território é tropical. Caracas está a 1.042 metros acima do nível do mar e tem temperatura média de 24 graus Cº. De Maio a Outubro o tempo é úmido, com chuvas torrenciais e de Novembro a Maio há a seca.
O território venezuelano é caracterizado por uma significativa diversidade natural, derivada das variadas formas de relevo, que produz contrastes climáticos e de vegetação. O país apresenta planícies tropicais, planaltos e inclui parte da Cordilheira dos Andes. A região de maior extensão é a planície de Guayana, onde se encontram abundantes recursos minerais como ouro, diamante, ferro, bauxita e petróleo. As altitudes oscilam desde o nível do mar, nas áreas costeiras e na planície do rio Orinoco, até o ponto mais alto, o Pico Bolívar, localizado na Cordilheira dos Andes, atingindo 5.007 metros de altura. Mais de 40% do território se encontra em condições de Zonas Protegidas, Refúgios e Reservas de Faunas, Monumentos Naturais e Reservas Florestais. Existem 43 Parques Nacionais e 20 Monumentos Naturais que ocupam aproximadamente 16% da extensão territorial.
Apesar da diversidade de zonas geográficas, a Venezuela é um país fundamentalmente Caribenho e isso marca profundamente a característica de seus habitantes.
A população venezuelana quadruplicou nos últimos 50 anos, passando de 5 milhões para aproximadamente 26 milhões de habitantes em 2009. Esse crescimento da população, teve taxas de 3,7% no período de 1950 – 1980 e de 2,7% na década de 90. Apesar do crescimento, a densidade populacional é muito baixa, aproximadamente 30 habitantes por km².
Economia
A Venezuela é caracterizada pela sua dependência das exportações de petróleo, que representam cerca de 90% das receitas de exportação, 50% das receitas do orçamento federal, e cerca de 30% do PIB. A grande receita gerada pelo petróleo permite manter uma ampla e diversificada gama de importações. Uma greve nacional de dezembro de 2002 e Fevereiro de 2003 teve consequências econômicas de grande alcance - o PIB diminuiu cerca de 9% em 2002 e 8% em 2003 - mas, desde então, a produção econômica tem se recuperado fortemente. Em 2004 se reverteu a tendência da economia recessiva dos anos anteriores, quando o seu PIB era um dos piores da América Latina. A recuperação começou no último trimestre de 2003 e tem se mantido desde então.
Alimentada pelos elevados preços do petróleo, as despesas públicas contribuíram para aumentar o PIB em cerca de 9% em 2006, 8% em 2007, e quase 6% em 2008. Esta despesa, combinada com os recentes aumentos dos salários mínimos e a melhora do acesso ao crédito interno, gerou um 'boom' no consumo, que chegou as custas de uma inflação mais elevada - cerca de 20% em 2007 e mais de 30% em 2008. As importações também saltaram significativamente. Em 2008, continuaram os esforços para aumentar o controle do governo na economia, nacionalizando empresas do cimento e do aço. Em 2007 foram nacionalizadas empresas petrolíferas, de comunicações e eletricidade. Em Julho de 2008, Chávez implementou por decreto uma série de leis para consolidar e centralizar autoridade sobre a economia através do seu plano de "socialismo do século 21.
A estrutura das importações é muito diversificada. Os principais produtos importados são manufaturas e produtos primários. A importância desses produtos tem aumentado desde a implantação de controles, que restringe a importação do trigo e óleos comestíveis.
Setor primário
Na Venezuela o setor agropecuário é um dos mais importantes da economia, contribuindo com quase 5% do PIB ocupando 10% da mão-de-obra da população ativa. As exportações agrícolas representam cerca de 3% do total. Apesar do setor se caracterizar pela sua diversidade, o país é um importador de alimentos, de forma que 70% dos alimentos consumidos são importados. Os principais produtos agrícolas são o milho, o arroz, sorgo.
Superada a crise de 2002-2003 o crescimento do setor foi de 5.5% em 2004 e 7.4% em 2005. A atividade agrícola está muito longe do potencial de riqueza do campo, em grande parte devido ao petróleo que tem desincentivado a produção e favorecido o êxodo do campo para a cidade.
Mineração
A mineração é o setor que menos aparece no PIB venezuelano, em 2005 chegou a 0,65%. Os recursos do país se distribuem entre o ferro, sal, ouro, carvão, bauxita, diamantes e outros. A variação percentual do PIB relacionado a mineração segue uma evolução variável com períodos de forte crescimento e outros de queda acentuada da produção. Os motivos que levam a essa variação é a flutuação do mercado internacional, as conseqüências das crises econômicas que reprimem a demanda do setor e a ineficiente administração das empresas de mineração com uma forte participação do estado.
Petróleo
A Venezuela, no princípio do século, era um dos países mais pobres do continente até que, na década de 20, a indústria petroleira tornou-se o principal setor da economia.
O setor possui aproximadamente 30% do PIB e 90% das exportações do país. A receita do governo procedente do setor petrolífero situa-se acima de 50% do total, que se deve ao aumento dos preços do barril de petróleo e dos impostos que o governo aplica ao setor. Esse setor estratégico da economia venezuelana se situa como a locomotora do crescimento econômico do país. As variações do setor tem um efeito multiplicador para os outros setores.
Setor terciário
O setor terciáio é o mais dinâmico da economia venezuelana. Tanto o transporte, como as telecomunicações e o comércio tem seguido uma tendência financeira nos últimos cinco anos. O setor gerou em 2005 uma percentagem de 28% do PIB. Entre os diferentes sub-setores, os serviços de telefonia e internet registraram um aumento notável. Isso devido a liberalização do setor, que tem permitido a entrada de novas operadoras no mercado, atingindo uma situação de competência que gerou serviços melhores e preços menores.
Relação Brasil – Venezuela
Exportações Brasil - Venezuela |
| Período |
US$ FOB |
Peso Líquido (kg) |
| 2005 |
2.223.705.818 |
919.760.591 |
| 2006 |
3.565.424.415 |
1.550.520.644 |
| 2007 |
4.723.939.986 |
1.875.162.734 |
Fonte: Aliceweb
Importações Brasil - Venezuela |
| Período |
US$ FOB |
Peso Líquido (kg) |
| 2005 |
255.605.407 |
1.341.438.897 |
| 2006 |
591.553.378 |
3.162.627.720 |
| 2007 |
345.924.595 |
1.869.669.302 |
Fonte: Aliceweb
Balança Comercial Brasil - Venezuela/ 2008
Valores em US$ FOB |
| Mês |
Exportação |
Importação |
Saldo |
Corrente de Comércio |
| JAN |
316.989.044 |
35.035.664 |
281.953.380 |
352.024.708 |
| FEV |
291.156.342 |
34.685.938 |
256.470.404 |
325.842.280 |
| MAR |
341.346.317 |
17.442.691 |
323.903.626 |
358.789.008 |
| ABR |
310.378.543 |
35.810.040 |
274.568.503 |
346.188.583 |
| MAI |
424.764.059 |
89.712.696 |
335.051.363 |
514.476.755 |
| JUN |
505.279.285 |
60.167.605 |
445.111.680 |
565.446.890 |
| JUL |
488.920.949 |
48.149.553 |
440.771.396 |
537.070.502 |
| AGO |
462.852.823 |
96.823.558 |
366.029.265 |
559.676.381 |
| SET |
539.337.538 |
33.678.050 |
505.659.488 |
573.015.588 |
| OUT |
544.935.514 |
35.545.130 |
509.390.384 |
580.480.644 |
| NOV |
440.183.208 |
38.324.253 |
401.858.955 |
478.507.461 |
| DEZ |
484.044.370 |
13.173.550 |
470.870.820 |
497.217.920 |
| Acumulado |
5.150.187.992 |
538.548.728 |
4.611.639.264 |
5.688.736.720 |
Abaixo, os principais produtos importados e exportados na relação comercial entre Brasil - Venezuela em 2008:
| Importações Brasil - Venezuela / 2008 - US$ FOB |
| Outras hulhas, mesmo em pó, mas não aglomeradas |
102.420.528 |
19,02% |
| Coque de petróleo não calcinado |
81.633.263 |
15,16% |
| Enxofre a granel, exc. Sublimado, precipitado ou coloidal |
54.435.227 |
10,11% |
| Uréia com teor de nitrogênio>45% em peso |
35.619.951 |
6,61% |
| Energia elétrica |
29.529.273 |
5,48% |
| Naftas para petroquímica |
28.623.353 |
5,31% |
| Óleos lubrificantes sem aditivos |
17.426.336 |
3,24% |
| Butanos liqüefeitos |
15.447.865 |
2,87% |
| Ferrossilicio contendo peso>55% de silício |
12.960.786 |
2,41% |
| Desperdícios e resíduos, de alumínio |
10.514.095 |
1,95% |
| Demais produtos |
149.938.353 |
27,84% |
| Total |
538.549.030 |
100,00% |
Fonte: MDIC/SECEX
| Exportações Brasil - Venezuela / 2008 - US$ FOB |
| Carnes de galos/galinhas, n/cortadas em pedaços, congel. |
508.105.933 |
9,87% |
| Carnes desossadas de bovino, congeladas |
415.121.617 |
8,06% |
| Terminais portáteis de telefonia celular |
397.394.739 |
7,72% |
| Outros bovinos vivos |
292.631.754 |
5,68% |
| Leite integral, em pó, matéria gorda>1.5%,concentr.n/adoc |
276.729.543 |
5,37% |
| Outras preparações aliment. de farinhas, etc. Cacau<40% |
131.378.594 |
2,55% |
| Açúcar de cana, em bruto |
104.092.548 |
2,02% |
| Outros pneus novos para ônibus ou caminhões |
101.925.709 |
1,98% |
| Automóveis c/motor explosao,1500<cm3<=3000,ate 6 passag |
78.040.190 |
1,52% |
| Outras partes e acess. P/tratores e veículos automóveis |
67.333.711 |
1,31% |
| Demais produtos |
2.777.433.654 |
53,93% |
| Total |
5.150.187.992 |
100,00% |
Fonte: MDIC/SECEX
| Exportação por estado / 2008 US$ FOB |
| São Paulo |
2.000.811.736 |
38,8% |
| Mias Gerais |
496.923.122 |
9,6% |
| Paraná |
408.853.593 |
7,9% |
| Rio Grande do Sul |
389.362.262 |
7,6% |
| Pará |
334.304.782 |
6,5% |
| Mato Grosso |
288.199.988 |
5,6% |
| Demais estados |
1.231.732.509 |
23,9% |
| Total |
5.150.187.992 |
100,0% |
Fonte: MDIC/Aliceweb
| Importação por estado / 2008 US$ FOB |
| São Paulo |
142.691.164 |
26,5% |
| Espírito Santo |
84.557.567 |
15,7% |
| Rio de Janeiro |
53.655.455 |
10,0% |
| Santa Catarina |
49.733.444 |
9,2% |
| Minas Gerais |
30.793.077 |
5,7% |
| Distrito Federal |
29.765.306 |
5,5% |
| Goias |
29.720.294 |
5,5% |
| Bahia |
29.332.600 |
5,4% |
| Demais estados |
88.299.821 |
16,4% |
| Total |
538.548.728 |
100,0% |
Fonte: MDIC/Aliceweb
Em 2007, os países que mantiveram maior intercâmbio comercial com a Venezuela foram:
Importações Venezuela - Mundo / 2007
US$ Milhões CIF |
| Estados Unidos |
11.219 |
27,0% |
| Colômbia |
4.049 |
9,8% |
| Brasil |
3.990 |
9,6% |
| China |
3.002 |
7,2% |
| México |
2.352 |
5,7% |
| Panamá |
1.907 |
4,6% |
| Japão |
1.441 |
3,5% |
| Itália |
1.183 |
2,9% |
| Alemanha |
1.154 |
2,8% |
| Demais países |
11.209 |
27,0% |
| Total |
41.506 |
100,0% |
Fonte: FMI - Direction of Trade Statistics em Braziltradenet
Exportações Venezuela - Mundo / 2007
US$ Milhões FOB |
| Estados Unidos |
37.283 |
44,1% |
| Antilhas Holandesas |
12.284 |
14,5% |
| China |
2.603 |
3,1% |
| Cuba |
2.597 |
3,1% |
| Espanha |
1.853 |
2,2% |
| Colômbia |
1.649 |
2,0% |
| Canadá |
1.389 |
1,6% |
| México |
1.182 |
1,4% |
| Brasil |
714 |
0,8% |
| Demais países |
22.975 |
27,2% |
Total |
84.529 |
100,0% |
Fonte: FMI - Direction of Trade Statistics em Braziltradenet
Notícias
Indústria petrolífera é 80% da economia venezuelana (15/02/2009 / Folha Online)
A Venezuela é um dos três países, com Colômbia e Equador, que emergiram do colapso da Grande Colômbia --país comandado por Simon Bolívar até 1830 e que foi criado após a declaração de independência dessas colônias espanholas.
Durante grande parte da primeira metade do século 20, o país foi dirigido por militares que promoveram a indústria do petróleo e permitiram algumas reformas sociais. Desde 1959, governos começaram a ser democraticamente eleitos.
País essencialmente agrícola até a primeira década do século 20, a Venezuela foi transformada a partir de 1910 pela exploração de petróleo. Entre 1928 e 1970, foi o maior exportador mundial do produto. Hoje, é o quinto maior exportador, e descobertas recentes podem levar o país a ter a segunda maior reserva provada de petróleo, ficando atrás apenas da Arábia Saudita. A indústria petrolífera como um todo representa 80% da economia venezuelana.
Durante a crise do petróleo, na década de 70, quando o preço do barril chegou a subir 400%, as receitas do país tiveram grande crescimento, mas o país enfrentou sérios problemas econômicos nos anos 80, após a crise da dívida latino-americana, em 1982, e o barateamento do petróleo, em 1986.
Para estabilizar a economia, o país assinou acordos com o FMI e o Banco mundial, em 1989. Uma melhora breve nas condições econômicas foi alcançada, mas muitos dos problemas voltaram nos anos 90, devido à flutuação dos preços do petróleo, à instabilidade política, uma crise bancária em 1994 e a administração ineficiente do Banco Central. O governo vendeu mais da metade dos bancos para investidores estrangeiros, privatizou indústrias e diminuiu os controles financeiros, mas o país entrou no século 21 tendo a maior taxa de inflação na América Latina.
Os problemas econômicos foram acompanhados pela insatisfação de grande parte da população, que via nos políticos agentes da corrupção e da concentração da riqueza do país. Esse sentimento foi canalizado no apoio a Hugo Chávez, um coronel do Exército que participou de uma tentativa frustrada de golpe militar em 1992. Ele foi eleito presidente em 1998 e assumiu o governo com mais de 90% de aprovação. Em julho de 2000, foi reeleito com 59% dos votos --depois de mudar a Constituição para que a eleição pudesse acontecer.
Em abril de 2002, Chávez teve sua renúncia anunciada pelos militares. Em seu lugar, assumiu de forma interina o empresário Pedro Carmona Estanga, 63 --que foi o primeiro a apostar nas medidas de força nas ruas para conseguir a renúncia de Chávez.
Após dois dias afastado, no golpe de Estado mais rápido da história política, Chávez reassume o governo da Venezuela aclamado pela população. Ele acusou os Estados Unidos de terem dado apoio aos golpistas.
Em 2006, Chávez foi reeleito para um mandato que vai até 2012. No ano seguinte, em sua primeira derrota nas urnas desde que assumiu a presidência, Chávez viu a população rejeitar a proposta de mudanças constitucionais que concentrariam mais poder em suas mãos e permitiriam um número ilimitado de reeleições.
Década de Chávez na Venezuela beneficiou economia brasileira (11/02/2009 / G1/ Daniel Buarque)
'Brasil é o país que mais se beneficiou do chavismo', diz economista. Exportações para Venezuela cresceram mais de 7 vezes desde 1998.
São os venezuelanos que votam, no próximo domingo (15), para decidir se o presidente tem ou não direito de tentar se reeleger quantas vezes quiser, mas também há interesses brasileiros envolvidos no referendo sobre a emenda constitucional proposta por Hugo Chávez. Se, por um lado, questiona-se a força da democracia na Venezuela e parlamentares brasileiros chegam a trocar farpas com o venezuelano, por outro a economia nacional se beneficiou da política chavista, aumentando suas exportações e diminuindo importações do vizinho ao norte.
“O Brasil é o país que mais se beneficiou do chavismo”, resume o economista Pedro Silva Barros, que faz doutorado na USP sobre os governos de Chávez na Venezuela e de Evo Morales na Bolívia. Segundo ele, a Venezuela foi o segundo país com o qual o Brasil teve maior superávit, só perdendo para os Estados Unidos. “É muito provável que essa relação não tivesse um crescimento tão vertiginoso, se não fossem essas políticas econômicas chavistas.”
De fato, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, as exportações brasileiras destinadas à Venezuela cresceram sete vezes desde que Chávez se tornou presidente, passando de US$ 706 milhões em 1998 para US$ 5,1 bilhões em 2008. Ao mesmo tempo em que o Brasil passou a vender mais para o país de Chávez, também passou a comprar menos, melhorando sua balança comercial. De 1998 a 2008, as importações do vizinho ao norte caíram 28%, passando de US$ 755 milhões para US$ 538 milhões.
“Considerando que o Brasil parou de importar petróleo da Venezuela, por conta da produção interna, a balança comercial entre os dois países beneficiou muito o Brasil”, diz Barros, justificando a mudança no saldo do intercâmbio comercial entre os dois países, que era negativo para o Brasil em 1998 e passou a ser positivo. No último ano antes de Chávez se tornar presidente, o Brasil teve um saldo negativo de US$ 49 milhões. No ano passado, o saldo positivo do Brasil foi de US$ 4,6 bilhões, com as exportações sendo quase dez vezes maiores que as importações.
A mudança no saldo se deu em grande parte pela auto-suficiência do Brasil em relação ao petróleo. Até 2001 (primeiro ano de que o dado é disponível no site do MDIC), os três principais produtos importados da Venezuela eram óleos brutos, querosenes e óleo diesel. Em 2008, o principal produto importado do país de Chávez foi é o carvão mineral.
Prioridade
O crescimento não se deu por acaso, segundo o superintendente da Câmara de Comércio Brasil - Venezuela, Luciano Wexell Severo. “O Brasil tem sido uma prioridade para o governo Chávez nas relações comerciais e nas parcerias de investimento conjunto”, disse, em entrevista ao G1. “Os empresários brasileiros estão muito satisfeitos e festejam as relações do Brasil com a Venezuela. A relação comercial tem crescido bastante, chegando a recorde histórico de US$ 5,7 bilhões.”
De 1998, ano em que Chávez foi eleito para a Presidência, até 2008, a participação da Venezuela nas exportações brasileiras quase dobrou, passando de 1,38% para 2,60%. Essa relação teve seu ponto mais baixo do período em 2003, quando o país que vai ter um referendo no domingo comprou apenas 0,83% dos produtos de exportação do Brasil. O melhor ano para a venda de produtos brasileiros no país foi 2007, quando a Venezuela teve 3,12% de participação nas exportações brasileiras.
Além de o Brasil deixar de comprar petróleo venezuelano, o perfil das exportações brasileiras também mudou. Em 2001, os principais produtos vendidos à Venezuela eram automóveis. No ano passado, mais de um bilhão de dólares de exportações ao país foram proveniente de alimentos, especialmente carne de frango que, sozinha, é equivalente a quase todo o comércio do Brasil com a Venezuela dez anos antes, US$ 508 milhões.
Política
Para Barros, que é professor na PUC-SP, as boas relações econômicas entre os dois países tornam estranho que políticos brasileiros sejam contra a entrada da Venezuela no Mercosul, ou assumam postura conflituosa em relação a Chávez. “A liberalização comercial com o país favoreceria muito o Brasil, que tem uma estrutura produtiva muito mais avançada”, diz. “Além disso, se o discurso é de que a Venezuela não tem práticas democráticas, incorporá-la ao jogo institucional do Mercosul é a receita mais correta para enquadrá-la.”
Severo ecoa o discurso e também defende um maior alinhamento político com base nas boas relações econômicas . “Do ponto de vista da autodeterminação e da soberania de um país, me parece irrelevante para os setores empresariais se o país tem ou não reeleições indefinidas. O Brasil tem muito comércio com a União Europeia, Espanha, Portugal, Inglaterra, onde há reeleição indefinida, além de países que têm reis. Isso é uma questão interna de cada país. O que os empresários têm que olhar é se há incentivos do governo para que as empresas brasileiras se estabeleçam, saber se existe segurança para os investimentos do país, saber se há estímulo para que se gere mais negócios entre os dois países”, defendeu.
Para ele, se a emenda constitucional tiver capacidade de mudar de alguma forma a relação entre os dois países, a mudança seria para melhor. “Poderia não ter impacto nenhum, mas, se tiver vai ser positivo. O Brasil só tem a ganhar com a reforma.”
Endereços úteis
Embaixada da República Bolivariana da Venezuela - Brasília
SES - Av. das Nações, quadra 803, lote 13
CEP: 70451-900 - Brasília - DF
Tel. (0xx61) 322-1011/9324 / 2101-1011
Fax (0xx61) 3321-0871
E-mail: emb@embvenezuela.org.br
Site: www.embvenezuela.org.br
Embaixada do Brasil na Venezuela
Calle Los Chaguaramos esquina com Av. Mohedano Edif. Centro Gerencial Mohedano, piso6 La Castellana, 1060 – Caracas
3977 Carmelitas 1010
Tel: (0xx 212) 261 5505/7553
Fax: (0xx 212) 2619601
Site: www.embajadabrasil.org.ve
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Edifício Eli - Alti, Mezzanino Oficina 04, Alta Vista.
Ciudad guayana estado bolivar
Código Postal 8050, p.o. box 03
Telefone: (58 286) 9612995
Fax: (58 286) 9622723
Consulado Geral da República Bolivariana da Venezuela em Belém
Av. Presidente Pernambuco, 270
CEP 66015-200 - Belém - PA
Tel: (0xx91) 3241-7574
Fax: (0xx91) 3222-6396
Consulado Geral da República Bolivariana da Venezuela em Boa Vista
Av. Benjamin Constant, 968 - Centro
CEP: 69301-020 - Boa Vista - RR
Tel: (0xx95) 3623-9285
Fax: (0xx91) 3623-6612
Consulado Geral da República Bolivariana da Venezuela em Manaus
Rio Jurai, 839 – Conjunto Vieira Alves
CEP: 69053-020 - Manaus - AM
Tel: (0xx92) 3584-3828 / 3584-3636
Fax: (0xx92) 3233-6414
E-mail:convenao@horizon.com.br
Consulado Geral da República Bolivariana da Venezuela no Rio de Janeiro
Praia de Botafogo, 242, 5o andar
CEP:22250-000 - Rio de Janeiro - RJ
Tel: (0xx21) 2554-5955 /6134
Fax: (0xx21) 2553-8118
E-mail: consuvenrj@rionet.com.br
Consulado Geral da República Bolivariana da Venezuela em São Paulo
General Fonseca Teles, 564 – Jardim Paulista
CEP: 01429-011 - São Paulo - SP
Tel. (0xx11) 3887-2318/4583
Fax (0xx11) 3887-2535
E-mail:convensp@telnet.com.br
Consulado Geral da República Bolivariana da Venezuela em Recife
Av. Boa Viagem, 4308, Boa Viagem, Salão Coco de Roda do Hotel Vila Rica
Recife - Pernambuco CEP: 51021-000
Tel.: (81) 3327.0430
Fax: (81) 3327.0511
E-mail: conve.brrec@mre.gob.ve
Fontes Consultadas
Central Intelligence Agency - www.cia.gov
Coleção como exportar – www.braziltradenet.gov.br
Embaixada da Venezuela - www.embvenezuela.org.br
Instituto Español de Comercio Exterior – www.icex.es
Ministério das Relações Exteriores (MRE) - www.braziltradenet.gov.br
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) - www.mdic.gov.br
Instituto Nacional de Estadística - www.ine.gov.ve
Última atualização: agosto/2010