Notícias
Enviar para um amigoImprimir

TRANSPORTES - Índice de nacionalização exigido para trem-bala é inviável, avaliam empresas / Samantha Maia
Representantes de empresas interessadas no projeto do trem de alta velocidade (TAV) entre Rio e São Paulo dizem que índices de nacionalização exigidos pelo edital não são possíveis de serem seguidos.

     O argumento é que a indústria brasileira não possui empresas especializadas nessa tecnologia e por isso não teria capacidade de atender à demanda do empreendimento. Essa foi uma das questões levantadas ontem, durante sessão pública para esclarecimento de dúvidas sobre o edital.

      Hélio França, superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), explica que o edital garante uma flexibilização da regra, caso seja provada uma inviabilidade econômica ou técnica, o que deverá ser analisado caso a caso. A agência ficou de avaliar a sugestão de ser incluído também o critério de segurança.

      O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizou um levantamento no mercado nacional para determinar os índices de nacionalização. Segundo essa prospecção, ficou determinado que o material rodante do trem-bala deverá começar nos dois primeiros anos com 15% de produção brasileira e chegar a 60% até o fim da concessão de 40 anos. Para trilhos e dormentes, o índice de nacionalização começará em 30% e deve chegar a 90% ao fim da concessão.

      Outra questão, levantada por Masao Suzuki, vice-presidente da Mitsui, foi sobre a ANTT ter utilizado o padrão europeu de tecnologia como referência para as especificações do projeto no edital. Para ele, "isso impedirá a diversificação da tecnologia". Segundo França, porém, não há esse risco. "O edital estabelece que qualquer proponente poderá apresentar o seu projeto com as respectivas normas. As normas europeias foram usadas apenas como referência. São padrões genéricos", diz o superintendente da ANTT, sem convencer, no entanto, o executivo.

      A sessão mostrou que há muitas dúvidas entre os investidores em relação às regras de transferência de tecnologia. Um dos pedidos enviados à ANTT foi de que a empresa pública, a Etav, ou o agente nacional que receberá a tecnologia, assuma os custos da transferência.

      A possibilidade de a receptora da tecnologia concorrer futuramente com a transferidora em licitações internacionais foi outra preocupação levantada. O edital apenas restringe que a transferência se dê entre concorrentes hoje no Brasil. "Esse pedido não tem lógica, pois qual será o mercado que empresa que receberá a tecnologia terá para atuar? Esse pedido pode ser avaliado, mas não haverá restrição de mercados", diz o superintendente da ANTT.

      Foi pedido à ANTT que fosse revista a decisão de não haver compartilhamento, entre a Etav e a transferidora da técnica, dos avanços da tecnologia utilizada no trem-bala. Segundo o edital, os aperfeiçoamentos da tecnologia feita pela Etav a partir da transferência ficarão exclusivamente com a empresa pública.

      A única garantia da transferidora da tecnologia fora do projeto do trem-bala será receber 20% do valor cobrado eventualmente pela Etav para repassar o conhecimento a outras empresas no país.

      Entre as responsabilidades da futura concessionária que foram esclarecidas durante a sessão está o investimento em linhas de transmissão de energia que alimentarão o trem-bala. Os fundos de pensão, por sua vez, poderão integrar o consórcio no período entre a abertura dos envelopes e a assinatura do contrato , sem que isso seja considerado, porém, na qualificação do consórcio. O esclarecimento foi pedido pela Funcef.

      A Comissão de Avaliação da ANTT tem 20 dias para esclarecer todos os questionamentos. Após finalizar a licitação, com a abertura dos envelopes no dia 16 de dezembro, a próxima fase será obter a licença ambiental prévia, sob responsabilidade da ANTT. França explica que, após a assinatura do contrato, o consórcio terá 120 dias para apresentar as informações específicas do trajeto, e a partir disso começa a preparar o EIA-Rima. "Hoje temos o termo de referência para dar início aos estudos", diz França.

Fonte: Valor Econômico (30/7/2010)

Inserir ComentárioEnviar para um amigoImprimir

 

Notícias
ANÁLISE AGRONEGÓCIO - O açúcar será o "ouro branco" das exportações neste ano / Marcos Fava Neves*
O Brasil ocupará quase 55% do mercado global. A contribuição do açúcar no saldo comercial será de US$ 10 bi.
COMÉRCIO EXTERIOR - Importação cresce cinco vezes mais que exportação / Glauber Gonçalves
Avanço ocorre pelo aumento da compra de manufaturados; exportação cresce por causa da alta do preço das commodities.
EMPRESAS - Capitalização pode tornar Petrobrás a 2ª das Américas /Nicola Pamplona e Kelly Lima
Estatal espera levantar até R$ 126,7 bilhões com a venda de ações, em processo que deverá ser o maior da história e aumentará fatia da União.
PIB - Entre 16 países, Brasil tem o quinto maior crescimento / Sabrina Valle
Com expansão de 1,2% do PIB, Brasil tem ritmo de crescimento menor que Chile, México, Alemanha e Coreia do Sul.
ECONOMIA - Crise no mundo, preços baixos aqui / Cássia Almeida e Fabiana Ribeiro
O fraco desempenho da economia mundial está ajudando o Brasil a crescer mais e ainda sem inflação. Segundo o economista-chefe da GAP Asset, Alexandre Maia, há um excesso de oferta de produtos no resto do mundo.
INVESTIMENTOS - Grupo chileno quer fábrica de fertilizantes no Brasil
A SQM pretende construir no País fábrica de fertilizantes com capacidade de produzir 40 mil toneladas por ano.
ENERGIA - 'Economist' analisa etanol brasileiro
Revista diz que setor vive 'crise de meia-idade' por causa do pré-sal e da regulação.
PETRÓLEO - Governo quer favorecer produtos argentinos no setor / Verena Fornetti
A indústria naval e o governo articulam para que a exigência de conteúdo nacional nas compras do país na área de petróleo e gás seja flexibilizada em favor de produtos e serviços argentinos, no âmbito do Mercosul.
PEQUENAS EMPRESAS - Bordados tipo exportação / Geovana Pagel
Projeto que promove inclusão social por meio de bordados vira cooperativa e desperta para oportunidades no mercado externo. As peças produzidas em Itaperuna, Rio de Janeiro, já estão em Paris.
AVIAÇÃO - Gigantes vão à briga com aéreas de baixo custo / Andrei Netto
Na Europa, Air France estuda criar empresa para disputar espaço com Ryanair e Easyjet.
DE OLHO NA COPA - CâmaraTemática discute hospedagem e atrativos turísticos visando a Copa do Mundo
Um grupo formado pelo governo federal,estados e municípios vai elaborar uma lista dos principais atrativos turísticoslocalizados nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.
CRESCIMENTO PIB - Crescimento brasileiro é o segundo maior entre os Brics
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre ficou abaixo apenas do avanço chinês entre os países que compõem o grupo chamado de Brics, formado também por Índia e Rússia.
ZONA FRANCA - Importado substitui insumo local em Manaus
O polo industrial de Manaus está substituindo insumos regionais e nacionais por importados.
MISSÃO COMERCIAL - Gaúchos querem fazer missão ao mundo árabe
A ideia foi lançada durante seminário realizado nesta quinta-feira na Fecomércio-RS, em Porto Alegre. O secretário-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, fez palestra sobre os mercados da região.
BLOCOs ECONÔMICOs - Índia negocia acordo tarifário com o Mercosul / Mariane de Luca
A Índia quer ampliar ainda este ano o acordo tarifário que facilita o comércio do país com o Mercosul.
ZONA FRANCA - Exportação perde espaço e representa 3% das vendas / Marta Watanabe
Em 2005, de cada US$ 100 faturados pelo polo industrial de Manaus, US$ 10,70 vinham das exportações. Essa participação foi declinando ano a ano. Em 2009, baixou para US$ 3,31.
IMPOSTOS - Carga tributária no Brasil é maior do que nos Estados Unidos, na Espanha e no Canadá / Daniel Lima
A comparação faz parte de estudo da Receita Federal divulgado hoje (2) e leva em conta os dados mais recentes, apurados em 2008, entre os países-membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
ECONOMIA - Brasil viverá o "sonho americano", diz Trabuco / Francine De Lorenzo
O Brasil passará nos próximos anos pelo melhor ciclo econômico de sua história, prevê o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi.
MÉXICO - País é prioridade para governo e companhias do Brasil / Sergio Leo
Uma missão diplomática brasileira passou a semana no México para para discutir a aproximação comercial entre os dois países.
ELETROELETRÔNICOS - Dell retoma 2º lugar no mercado mundial de computadores pessoais / Álvaro Campos da Agência Estado
Segundo a empresa de pesquisas iSuppli, a Dell exportou 10,5 milhões de computadores no segundo trimestre, ficando com uma participação de 12,8% no mercado global.
BLOCOS ECONÔMICOS - Brasil é motor do Mercosul, aponta Cepal / Nota
"O Brasil arrasta as economias do Mercosul", afirmou a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena.
MEIO AMBIENTE - Países tentam definir fundo de US$ 100 bi para mudanças climáticas
Os países industrializados usam a crise financeira para tentar transferir para Brasil, Índia, China e ao setor privado parte da responsabilidade por financiar o fundo de US$ 100 bilhões para lidar com mudanças climáticas.
EMPRESAS - Brasileiros da InBev compram Burger King / Cristina Fibe
Negócio de US$ 4 bi envolve principais acionistas da InBev e Lojas Americanas.
Global 21 Copyright © 2010 Todos os direitos reservados